Nova Crônica: A Ordem dos Heróis

A ordem do heróis

Aqui eu inicio uma nova crônica escrita por mim, um estilo completamente da outra, ela também é feita de uma forma um pouco diferente, qualquer semelhança em algum evento da outra crônica é mera coincidência, isso é uma obra de ficção qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Espero que gostem, se gostarem mandem o feedback de vocês, com sugestões e ideias.

A Ordem dos Heróis

I

 

Meggie estava com vontade de sair, queria dar uma volta pelo vilarejo, por alguma razão não queria ficar em casa com seu pai. Ela foi andando até ele e disse:

-Pai! Vou sair – ela disse com a voz ainda um pouco infantil que a deixava com vergonha às vezes perto de suas amigas mais velhas ou quando tentava cantar.

-Aonde você vai? – o pai de Meggie disse, Meggie sabia que seu pai confiava muito nela, mas mesmo assim é bom que pais façam esse tipo de pergunta.

-Vou dar uma volta, tomar um ar, não vou muito longe – ela disse jogando um pouco de charme na voz, algo que mesmo ela tendo uma voz um pouco infantil, com seus doze anos, ela já aprendeu a fazer.

-Tudo bem pode ir, mas tome cuidado – ele disse, mas antes que ela saísse ele completou – não jogue charminho pra cima de mim, eu sou pai, não vai dar certo.

-Ok, foi mau pai.

-Tudo bem, eu te perdoo – depois que ele diz isso ela começa a sair, mas ele diz mais uma coisa – te amo Meggie!

-Também te amo pai! – ela diz e sai.

Ela começa a andar pela rua observando as casas com as quais convive há cinco anos, nessa parte do vilarejo elas são de alvenaria e maioria são marrons, só algumas que são de outras cores, dependendo da extravagância de seus proprietários. Por um tempo sua caminhada é tranquila, ela inclusive fala bom dia para o padeiro que mora na esquina da Rua em Meggie mora, mas depois de um tempo começam a chegar os garotos mais velhos que tentam cortejá-la, de um ano pra cá isso vem ficando muito chato para Meggie. O primeiro deles, um garoto muito metido, que se acha o fidalgote, o riquinho, o metido a Sulista, só porque tem cabelos loiros, esse é o que Meggie sente mais raiva, a Meggie é Sulista e maioria dos Sulistas não é assim, Meggie sente uma cólera incontrolável quando ouve alguém o chamando de Sulista, Meggie é uma Sulista, rica ainda por cima, fato que ela devia não saber, mas sabe como não importa, e Meggie não é assim. Quando ele se aproxima Maggie diz:

-O que você quer Baldbri? – ela diz tentando controlar a raiva que sente pelo garoto, mas mesmo assim sua voz sai um pouco resignada – não posso nem dar um passeio que você já vem pra cima de mim?

-O que é isso gracinha, porque tanta irritação? Você sabe como gosto de você, és tão bela, pena que ainda é praticamente uma criança, mas não te quero mal – ele diz enchendo a voz com uma forma de sarcasmo que dá nos nervos de Meggie – nós dois somos Sulistas, temos que manter a linhagem pura, vou falar com seu pai, sei que ele concordará comigo.

-Você não é Sulista e nunca será, e nunca diga uma coisa dessas do meu pai – Meggie não aguenta mais segurar a raiva e acaba socando a cara de Baldbri, um soco tão forte que faz o nariz do garoto sangrar – se você repetir mais uma vez algo assim em minha presença eu farei muito pior.

-Você há de se arrepender disso Meggie Morland, não esqueça minhas palavras – dizendo isso Baldbri sai cabisbaixo e dá lugar para outro pretendente que se aproxima de Meggie.

-Desculpe-me pelos modos do meu amigo, ele não sabe perder, o que eu puder fazer para reparar as besteiras deles eu farei, eu juro – diz o segundo pretendente, um garoto nortenho, de mais baixa estirpe, com a pele extremamente bronzeada, olhos castanhos e cabelos pretos, por mais que ele dê em cima de Meggie ela não sente raiva dele, ele se preocupa com os sentimentos de Meggie e sempre tenta reparar seus erros.

-Não precisa se preocupar, Baldbri é um idiota, nada com o que se preocupar – ela diz nitidamente mais calma – escuta Mithor, por que você anda com ele?

-Não sei dizer o porquê, talvez seja porque ele precisa de alguém que o mantenha sobre controle e eu preciso de alguém corajoso para momentos difíceis – ele diz com uma naturalidade assustadora para Meggie.

-Entendi – ela diz, mas ela duvidava que isso fosse verdade – agora se me der licença vou até o lago, faz tempo que não faço isso.

-Tudo bem, sem problemas – dizendo isso os dois vão para direções opostas.

Meggie vê os pássaros voando e acha essa cena maravilhosa, começa a assobiar junto com o canto dos pássaros, o verão já está pela metade, e até o início do inverno tudo há de continuar maravilhoso acha Meggie, este é o melhor verão da vida de Meggie, ela não acredita que alguma coisa possa estragar isso.

Ao se aproximar do lago as casa vão rareando até não ter mais nenhuma, somente os caminhos cobertos com pedras do vilarejo e algumas pessoas andando ao redor do lago. Ao chegar nele Meggie olha para o lago, ele está lindo, está de um azul resplandecente com pássaros voando em cima e a beleza do sol do meio dia refletida nele. Antes de entrar no lago Meggie tira o vestido simples com que estava e fica apenas com as roupas de baixo “molhar o vestido não vai ser uma coisa legal e aqui não vai ter ninguém pra ficar se aproveitando de minha aparência, eu deixei os pervertidos para trás” pensa Meggie e entra no lago, fica nadando nele por um bom tempo, esquecida da vida e do mundo e despercebida do mesmo.

Quando Meggie sai do lago e põe o vestido o sol já estava bem mais baixo no céu, ela estava voltando calmamente olhando para os pés na grama quando resolve olhar para cima na direção da vila e vê uma cena desesperadora, suas pernas quase tombam quando ela vê a vila em que passou os melhores cinco anos de sua vida, seu lar pegando fogo e a fumaça subindo pelo céu.

Eu vou tentar terminar o próximo capítulo em uma semana, se eu não conseguir me perdoem e eu vou tentar terminar o mais cedo o possível.

-Solidsnakegfgbr

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