O Retorno das Lendas: Capítulo 2

O Retorno das lendas

Aqui está mais um capítulo da minha crônica, contando o que aconteceu com Beatrice depois do fim do primeiro capítulo, espero que gostem, se gostarem mandem o Feedback de vocês, mandem dicas, sugestões e ideias, valeu a todos.

O Retorno das Lendas

II

 

O que será que aconteceu dessa vez? Alguma coisa pior do que as outras deve ter acontecido agora, muitas coisas ruins aconteceram comigo com a minha mãe e com o grupo que nos acompanhou desde New Orleans, fomos parados, assaltados e até um caçador maldito tentou me estuprar, hoje esse cara não tem mais uma genitália pra tentar isso de novo, mas o que eu imagino que aconteceu hoje é muito pior, alguém incendiou o nosso acampamento, espero que alguém tenha sobrevivido.

Quando me aproximo do acampamento eu vejo que é mesmo um incêndio, mas não consigo ver direito se ainda tem alguém por lá, acho que estou ficando meio míope, não estou enxergando bem de longe. Eu ando silenciosamente até o acampamento, eu consigo fazer isso melhor do que ninguém, nunca entendi por que, quando chego ao limite do acampamento eu vejo os caçadores, os malditos nos alcançaram de novo, achei que tínhamos deixado esses caras para trás, o que esses caras tem contra nós, o que fizemos pra eles? Enfim ficar me remoendo desse jeito não vai dar em nada, tenho que salvar meus amigos.

Eu coloco a gola da minha camisa na boca e a encharco de água antes de entrar no acampamento (precaução de segurança, li isso num livro de sobrevivência uma vez), quando entro a cena que vejo é desoladora, tudo queimado e ainda pegando fogo, a minha querida barraca amarela do Bob Esponja (sim é isso mesmo, esse desenho é muito velho, mas eu gosto fazer o quê?) que eu tenho desde que era uma garotinha em New Orleans, a grande barraca escarlate da minha mãe, e as barracas cinza e insossas do resto do grupo, tudo pegando fogo, isso é uma coisa que eu não posso perdoar, é um pensamento um pouco sádico, mas se eu ver qualquer caçador na minha frente eu vou matar. Eu coloco um silenciador na minha M4 como precaução e começo a andar mais silenciosamente do que já andei na minha vida, eu teria entrado no modo furtivo se isso fosse um videogame, eu avanço sem nenhum problema, quando começo a me aproximar da barraca da minha mãe eu me deparo com caçadores, sou obrigada a bolar um plano de ação, não posso ir pra cima deles atirando e nem atirar em qualquer um deles com outros por perto, o que me leva à única alternativa lógica, vou ter que me aproximar sem fazer barulho e matar qualquer um que se aproximar. No começo isso dá certo, mas depois de uns cinco metros andados eu me deparo com um deles, esse cara é muito feio, o rosto dele é tipo uma mistura de tronco de árvore com o Gollum do Senhor dos Anéis e um ornitorrinco, ele tem uma pele parda e é grande, muito grande, quase dois metros de altura. Eu atiro nele mais por susto do que por eu ter que atirar nele como parte do meu plano, eu atiro na cabeça dele e ele morre na hora, quando vou esconder o corpo dele numa das barracas em chamas eu percebo o quanto sou fraca, esse cara é pesado demais, não sei como consegui jogar ele na barraca, se eu for enfrentar caras desse jeito no futuro é bom eu começar a malhar, isso cogitando a hipótese de que eu saia viva daqui. Depois desse cara eu chego à barraca da minha mãe sem mais nenhum problema, mas a cena que vejo lá não é nem um pouco agradável.

-Mãe! – eu grito e já desembainho a espada atingindo o cara que tentava pegar a minha mãe no pescoço o decapitando.

-Ah! Que bom que eles não te pegaram, venha até aqui e traga esse corpo – ela disse se escondendo atrás da mesinha e me chamando para ir até ela.

-O que aconteceu mãe? – eu digo impaciente.

-Esses caçadores nos acharam, estupraram todas as garotas, as mataram, mataram todos os homens de nosso grupo que encontraram e depois como não conseguiram me achar nem a você eles incendiaram o acampamento, o que eles não contavam é que eu tenho máscaras de gás e que o interior da minha barraca é a prova de fogo, falando nisso toma uma máscara pra você – ela diz e joga uma máscara de gás para mim, eu pego e a coloco.

-Obrigada, você acha que isso teve participação do Joseph? – eu sabia que a saída do meu irmão ia acarretar muitos problemas.

-Não sei, eu acho que ele não iria atrás de pessoas assim e não os permitiria fazer isso conosco – logo após ela dizer isso dois caras entram na barraca.

-Eu tenho certeza que elas estão por aqui, nós as estudamos há semanas e não é possível que elas tenha saído justo hoje – o primeiro e mais alto diz logo após entrar.

-Deixa disso negão, se elas estivessem aqui já teriam morrido tostadas ou asfixiadas – o segundo e bem mais baixo que o primeiro diz – vamos logo senão vamos perder o jantar.

-Ok, quando chegarmos ao jipe eu chamo os reforços, não tem como elas escaparem – ele diz e se vira para ir embora, quando olho para a minha mãe ela está pálida como papel e está abrindo um compartimento secreto na mesinha.

-Beatrice pegue – ela diz me mostrando quatro coisas que ela tinha nas mãos – esta arma é especial cuide bem dela, se chama Lealdade e Paixão e é um patrimônio recente da família de seu pai – eu pego a pistola que ela está entregando para mim, ela é bem leve e tem uma pegada excelente – este anel é o patrimônio mais antigo da família de seu pai, ele se chama honra, ele sempre teve um valor muito importante para seus familiares – eu pego o anel e o coloco no dedo, por alguma razão que não sei explicar eu me senti revigorada e cheio de uma nova coragem quando o pus, antes de coloca-lo eu notei que tinha essas inscrições por dentro dele: “No inverno somente os mais fortes sobrevivem” – e isso aqui eu peguei quando saímos de New Orleans, mas estava esperando a ocasião certa para te entregar, essas lentes de contato tem o seu grau de miopia e vão te fornecer informações como o estado do seu corpo, o status da região que você está e dos inimigos, etc. Esse relógio que fornece essas informações para lente, além de ter rádio, mostrar um mapa holográfico de onde você está em 3D e rastrear uma compilação da quantidade de munição que você tem – ela diz e me entrega, eu tiro a máscara rapidamente para por as lentes e coloco o relógio, estou enxergando muito melhor agora, no resto não presto atenção – agora vá Beatrice, se salve eu os distraio e você corre enquanto eles se focam em mim.

-Não mãe eu não vou sem você – digo isso e a abraço.

-Você tem que ir, você é muito mais importante para esse mundo destruído do que eu, esta terra precisa de você, eu já fiz a minha parte você não – ela diz isso e começa a chorar, mas esconde o rosto rapidamente e sai andando de trás da mesinha, até esse momento eu nunca tinha notado o quanto ela é bela, diferente de mim seus cabelos são pretos e seus olhos azuis, ela tem um busto grande, mais ou menos a mesma altura que eu e deixa transparecer um pouco as características da judia que ela é (sim, minha mãe é filha de Israel, meu pai não era, mas ela é mesmo ela sendo Judia ela é cristã mesmo assim) e ela tem poucos sinais da idade que já se abatera sobre ela – ei panacas! Vocês mesmo venham até aqui, não sou eu que vocês procuram? – eu aproveito a deixa que ela dá e saio escondida, eu tento esconder, mas estou chorando muito.

Eu me afasto um pouco da barraca sem nenhum problema, mas depois de um tempo de repente eu sinto uma dor aguda no meu ombro e vejo uma bala passar e atingir o chão, quando olho meu ombro está se enchendo de sangue, e essa é uma das minhas camisetas preferidas, de repente um cólera cega me atinge e eu não consigo me controlar, eu pego minha M4 e começo a disparar sem controle, mato um, mato dois, mato três, mas as balas não iam durar para sempre e quando o cartucho estava acabando eu sinto mais uma bala me atingindo no braço e outra na perna.

Não sei dizer se fui atingida por uma quarta bala porque eu caio no chão tonta sem escutar nada além de um chiado e começo a ver os caras morrendo do nada e depois a escuridão me consome.

O próximo capítulo sai em aproximadamente uma semana (se não sair nesse período sai o mais cedo o possível).

-Solidsnakegfgbr

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