A Ordem dos Heróis: Capítulo II

A ordem do heróis

 

Foi mal pelo atraso, o próximo vou tentar entregar na data, sábado, a outra crônica também, aqui está mais um capítulo da crônica espero que gostem, mandem o seu feedback, isso vai ajudar bastante. Desde já eu agradeço por tudo.

A Ordem dos Heróis

 

II

-Ah meu Deus não! – Meggie grita ao ver o que está acontecendo.

Meggie não perde tempo com desespero, ela corre para o vilarejo, ela tem que ver se o pai dela está bem, se ainda tem alguém bem lá, não é uma escolha muito prudente, mas a Meggie não se importou ela está muito preocupada com seu pai.

Quando Meggie chega perto do centro do vilarejo a fumaça começa a fazer mal pra ela, mas ela se preveniu e molhou a barra do vestido, rasgou um pedaço, pôs no rosto e continuou andando pelo vilarejo com lágrimas no rosto ao ver as casas queimarem, ao se aproximar da própria casa Meggie viu seres muito estranhos, visão que a perturbaria por toda a vida:

-Por Ardchar’chell o que é isso? – ela diz ao observar seres humanoides, feios, com a pele amarronzada, dentes amarelados e pontudos, olhos marrons e feios e maioria deles sem cabelo.

Vendo esses seres horríveis Meggie sente um medo indescritível, uma sensação horrível de que tudo vai ficar pior, ela queria fugir, mas se controlou, Meggie tinha que encontrar seu pai. Ela foi se aproximando de sua casa, ao chegar a uma esquina ela ia virar, mas viu mais uma quantidade desses seres e se escondeu atrás de uma árvore, “que seres infernais são esses, eu tenho que achar meu pai” pensa Meggie, quando ela ia sair de trás da árvore algo a puxa e põe a mão em sua boca:

-Shhhhhhhh! – o desconhecido disse – fique quieta, eu não quero te fazer mal, mas esses caras querem, tome cuidado, eu só quero te ajudar – depois que ele percebe que ela está mais calma ele a solta.

-Você está louco, assustando garotas alheias, principalmente em momentos como esse – ela o repreende indignada.

-Desculpe-me, mas eu queria protege-las, esses seres não são muito melhores do que sua aparência – ele tenta se explicar.

-Tudo bem, mas avise antes de chegar por trás.

-Se eu falasse “oi garotinha desconhecida, você pode vir comigo, por favor, esses bichos feios são maus, mas eu sou totalmente seguro” acho que você iria gritar – ele diz de forma irônica.

-Também acho que sim, mesmo assim eu me assustei.

-Tudo bem, eu já pedi desculpas, mas agora temos que sair daqui, não tem mais ninguém nesse vilarejo, eu quero te ajudar.

-Mas eu não pedi sua ajuda, eu tenho que encontrar meu pai – ela disse obstinada.

-Ah, você é uma gracinha, muito bonitinha, quantos dias do seu nome você já viu? – ele pergunta com um sorriso no rosto.

-12 por quê?

-Sabe está coisa que você tem no meio das pernas – Meggie ruboriza ao ouvir isso – ela vai sagrar e ficar bem dolorida depois que você encontrar esses caras, isso se você sobreviver pra sentir dor depois.

Meggie fica sem palavras ao ouvir essa afirmação, por mais horrível que fosse ela sabia que era verdade, Só neste momento que Meggie presta atenção na aparência do estranho, ele um nortenho alto, branco, menos branco do que Meggie, mas ainda sim branco, com olhos verdes, cabelos castanhos, barba bem feita e aparentando ter 18 anos, vestia um manto preto com calças pretas e capuz, roupa que Meggie conhecia de algum lugar, mas não se lembrava qual.

-Desculpe-me se fui muito indiscreto, mas essa é verdade, você precisa da minha ajuda, eu não preciso te ajudar, mas como sou uma doçura de pessoa eu quero te ajudar então não abuse – disse o desconhecido de forma sarcástica, aparentemente tentando se desculpar do que disse antes.

-Tudo bem, eu aceito a sua ajuda, mas antes eu tenho que encontrar meu pai.

-Eu não sei quem é seu pai, mas não tem mais ninguém aqui, levaram todos, inclusive um sulista foi levado, e não estou falando daquele garoto metido, ele foi por livre e espontânea vontade, esse de que estou falando é um sulista de verdade, com uns 50 anos e se parece um pouco com você. Desculpe-me.

-Tudo bem, obrigada – Meggie diz tentando controlar as lágrimas, ela não quer parecer uma criancinha na frente desse estranho – mas afinal quem é você?

-Ahhhh! – o estranho suspira como se fosse uma pergunta que não gostasse muito de responder – Eu sou a justiça dos inocentes, sou o escudo dos indefesos, sou a defesa dos reinos dos homens sou aquele que mantém a magia real – depois que ele diz isso Meggie reconhece de onde conhece as roupas do estranho.

-Você é um corvo – Meggie diz surpresa.

-Você só percebeu isso agora, achei que fosse mais inteligente – ele diz de forma sarcástica e aponta pra uma coisa na manga de seu manto – isso deveria ser o suficiente para você saber o que eu sou – ela vê o símbolo dos Corvos da noite, uma espada reluzente com uma ave negra voando dentro de um ciclo – agora que já esclarecemos quem sou eu, quem é você?

-Sou Meggie, prazer em conhecê-lo, mas qual é seu nome, corvo? – ela diz ainda curiosa, mas sem revelar seu sobrenome, por precaução.

-Você é muito curiosa garota, mas tudo bem – ele diz sorrindo – eu sou Svei Elvenes, agora vamos parar de enrolação e vamos, não é seguro aqui, aqueles caras são corrompidos, eles não são nada bonitos e não é nem um pouco legal enfrenta-los.

-Corrompidos?! – Meggie diz surpresa – eles existem, achei que eram apenas lendas.

-Eu também achava, mas eles são muito reais, eu treinei minha vida inteira para enfrenta-los só que eles são uma quantidade razoável e você não é treinada pra isso.

-Tudo bem, mas eu não vou precisar de algo pra me defender caso a situação fique mais difícil? – ela diz um pouco assustada com essa possibilidade.

-É verdade, hum… Deixe-me ver… – ele olha no cinto dele e pega uma adaga muito bonita com um cabo dourado e cravejada com algumas joias antes da lâmina – tenho essa adaga pra você, ela é bem bonitinha, mas eu nunca gostei de usa-la.

-Obrigada – Meggie pega a adaga e testa o equilíbrio e o corte como seu pai a tinha ensinado – ela é muito boa, como se chama?

-Arauto da Salvação se não me engano – ele diz coçando a cabeça – vamos, quanto mais rápido sairmos daqui mais rápido você fica segura e eu me livro de você – ele diz rindo – brincadeira.

-Tudo bem, vamos.

Eles saíram de trás da árvore e pegaram o caminho contrario do qual Meggie estava indo há alguns momentos atrás. A situação estava realmente desoladora para Meggie, ela não ia conseguir segurar as lágrimas por muito tempo, as casas com a qual conviveu os melhores cinco anos de sua vida, e sua própria casa, estavam destruídas, e foram destruídas por seres que até alguns instantes atrás ela julgava não conhecer, mas existem. Os dois seguem calmamente, entre a destruição daquilo que foi a vida de Meggie, por um tempo até que uma voz estranha diz:

-Corvo, você não foi convidado para a festa, sinto em dizer que não pode ficar – era um tenente dos corrompidos Meggie nota, ela também nota que ele não a notou – Mas você também não pode sair, acho que as coisas vão ficar divertidas.

-Meggie ele ainda não a notou se esconda rápido – Svei sussurra e Meggie obedece – sério? Achei que eu pudesse participar da festa, está tão legal qual é o problema de eu participar?

-É muito insolente esse pequeno corvo – diz o corrompido – você quer participar da festa? Então vamos, sem objeções de minha parte – ele termina de dizer, desembainha a espada, puxa uma trompa e a toca, Svei também desembainha a espada e Meggie onde estava escondida também faz isso com sua adaga.

-É uma dança? – ele diz fazendo a primeira estocada – acho que você não consegue me acompanhar.

-Vamos ver Corvo – o Corrompido disse e respondeu ao ataque.

Svei era muito mais rápido e inteligente que o Corrompido, dando estocada atrás de estocada, o Corrompido teve muita dificuldade em aparar os golpes de Svei, a cada novo golpe Svei ganhava mais terreno afastando o Corrompido de Meggie, logo Svei conseguiu atingir ele, nesse momento o corrompido ficou furioso e lançou diversos ataques que surpreenderam um pouco a Svei, mas não o abalaram, sozinho aquele Corrompido nunca conseguiria derrotar Svei, porém outros chegaram para ajudá-lo, uns cinco Corrompidos e mais dois tenentes humanos, Svei fez frente a todos eles por um tempo, mas com uma batalha tão desleal ele não conseguiu por muito tempo e ia ser derrotado, mas antes que isso acontecesse Meggie tomou a atitude mais impulsiva da vida dela até o momento, ela saiu do esconderijo com a adaga em punho, em silêncio, chegou perto do corrompido mais próximo e cortou sua garganta, o sangue começou a escorrer quente pelo pescoço deste corrompido, mas Meggie não sentiu nada durante o êxtase da batalha, só que os aliados do corrompido morto logo viram e foram pra cima dela, mas Meggie fez como o seu pai a tinha ensinado um dia, deixou ele se aproximar e enfiou uma punhalada na barriga dele e outra na cabeça, Svei aproveitou a distração que ela criou e decapitou os dois corrompidos mais próximos e Meggie pulou no último, durante a adrenalina da batalha ela não prestou atenção, mas Meggie acha que viu um brilho vindo de sua adaga, e o matou com uma punhalada no meio dos olhos, assim só sobraram os dois humanos, e Meggie nem ficou tão suja de sangue, depois que saísse dali Meggie ficaria muito contente com sua eficiência. Ainda no êxtase da batalha Meggie se aproximou de um dos humanos e estava pronto para ataca-lo quando o outro consegue pegar Svei pelo cabelo, cena que para Meggie era vergonhosa, e diz:

-Você está dando trabalho em garota, como uma garotinha tão novinha e bonitinha consegue ser tão letal – diz o homem com Desdém – Ah! Acho que sei quem você é.

-Ela é a filha daquele carinha lá que viemos pra pegar – diz o segundo homem com a adaga de Meggie desconfortavelmente próxima do corpo.

-É verdade – diz o primeiro o primeiro homem esclarecido – e o que você está fazendo parado aí jumento? Se a pegarmos vai ser muito mais fácil convencer o pai a colaborar, Dyadema agradeceria se você fosse mais ágil – depois que ele diz isso Svei se mexe desconfortavelmente ao ouvir esse nome.

-Não! – Meggie tenta segurar, mas as lágrimas começam a escorrer quando ela ouve essa terrível notícia e ela não segura a raiva, corta o pescoço do segundo homem e lança a adaga na cabeça do primeiro assim libertando Svei e depois cai no chão e começar a chorar compulsivamente.

-Não chore Meggie, matar é uma coisa difícil, você nunca se esquece de ninguém que matou, vai sempre ter pesadelos com eles, comigo é assim também.

-Mas quando eu matei os outros eu não senti nada, mas esses daí, eu sinto como se um peso gigantesco caísse sobre mim, além disso, eles disseram que levaram meu pai – diz Meggie soluçando.

-Corrompidos não são humanos, não é a mesma coisa – Svei diz colocando a mão no ombro dela – Meggie eu juro que encontrarei seu pai, onde quer que ele esteja quem quer que ele seja, se você parar de chorar, você não fica bem chorando, e vier comigo.

-Tudo bem – diz Meggie engolindo o choro – mas pra onde nós vamos? Eu não tenho mais nada, tudo o que eu tinha estava aqui?

-Eu acho que eu sei, mas você vai ter que confiar em mim – ele diz a ajudando a levantar – agora vamos.

-Tudo bem – diz Meggie e eles vão embora.

Assim Meggie e Svei seguem para fora da vila, quando chegam ao topo das colinas envolta da vila Meggie olha pra trás e uma lágrima escorre de seu olho, agora Meggie tem uma jornada perigosa pela frente, ela não sabe para onde ir nem o que fazer, mas ela agora confia em Svei, e de uma coisa ela sabe, Meggie vai encontrar seu pai e retornar para ter uma vida feliz.

 

Como disse, vou tentar publicar o próximo capítulo sábado, mas com o final de ano e as provas pode ficar complicado.

 

-Solidsnakegfgbr

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