O Retorno das Lendas: Capítulo III

O Retorno das lendas

 

Gente foi mal por mais um atraso, esse final de ano está tenso, trabalhar com duas crônicas está complicado, e além do mais vou ter que começar a trabalhar na Guerra Universal pra entregar um dia antes do meu aniversário, mesmo assim estou tentando entregar as coisas na data ou o mais próximo o possível dela, um exemplo disso é a Ordem dos Heróis que estou trabalhando para entregar até meia noite. Espero que gostem de mais esse capítulo, mandem seu Feedback isso pode ajudar muito. Desde já eu agradeço por tudo.

O Retorno das Lendas

III

 

Eu acordei em um lugar completamente estranho para mim, eu estou numa casa abandonada que cheira a uma coisa que eu sei o que é, mas não me lembro do que com as paredes de um vermelho completamente desbotado, numa cama velha, mas com um colchão por mais incrível que pareça novo. Eu tento me levantar, mas sinto uma dor muito forte no ombro, no braço e na perna e percebo que eles estão enfaixados, também noto que tem um tubo de soro preso à minha veia no meu braço, como alguém consegue soro num mundo como esse? Vá entender, mas tenho que agradecer por isso, pode ter salvado a minha vida. Não me lembro de nada do que aconteceu depois que aqueles caçadores morreram e eu desmaiei, só acordei agora, mas provavelmente alguém me salvou e me trouxe até esse lugar, mas me resta saber se devo confiar nessa pessoa. Pensando nisso essa pessoa chegou, ele é um homem de uns cinquenta anos com cabelos pretos e olhos castanhos, magro, muito magro e relativamente alto, mais alto que eu, ele chega perto de mim e diz:

-Acordou bela adormecida? Bom dia – ele diz sorrindo para mim – quer ajuda para se sentar Beatrice?

-Como você sabe que meu nome é Beatrice? – eu pergunto desconfiada desse rosto amigável.

-Seus documentos, você estava com eles – ele me diz me jogando a minha carteira – ah uma coisa, dinheiro de Nova Orleans não funciona em nenhum lugar fora da Louisiana.

-Ah tá, que susto – eu digo aliviada – por quanto tempo eu dormi, nobre desconhecido?

-Meu Deus – ele diz dando uma risadinha – me chame de Hector, por favor, e respondendo à sua pergunta, você dormiu por uma semana e três dias.

-Dez dias! – eu digo surpresa com o tempo que eu dormi – eu não posso ter ficado dormindo por tanto tempo.

-Você perdeu muito sangue nos ferimentos, se eu tivesse chegado um pouco mais tarde você provavelmente teria perdido a virgindade e talvez eu não conseguisse salva-la – ele disse e eu ruborizei com essa informação – mesmo assim eu fiquei um pouco preocupado com o tempo que você ficou dormindo.

-Como você sabe que eu sou virgem? – dessa vez foi à vez dele ruborizar.

-Você estava imunda, suada, cheia de sangue, eu tive que dar banho em você, mas não se preocupe, eu não fiz nada, pode olhar se quiser, eu até saio pra você fazer isso – ele disse envergonhado.

-Não precisa, acredito em você – eu estou com o corpo inteiro doendo, exceto aquela parte em particular, então deve ser verdade – que roupas são essas, você voltou no meu acampamento?

-Sim – ele diz voltando a sorrir – eu voltei um dia depois do que aconteceu, peguei tudo aquilo que não foi destruído nem levado – ele me diz isso e uma coisa passa pela minha cabeça e eu quase começo a chorar.

-Você sabe o que aconteceu com a minha mãe? – eu digo em pranto – ela é uma mulher Judia, cabelo castanho, morena, de 39 anos.

-Foi mal Beatrice, quando cheguei lá meu foco foi te salvar, não tinha tempo pra outra coisa, nem sabia que sua mãe estava lá, na verdade nem sabia que sua mãe estava lá – ele diz de forma triste – quando cheguei aqui no meu esconderijo e abri sua carteira eu vi uma foto de sua mãe, aí eu resolvi voltar lá pra ver se ela tinha escapado, mas quando eu cheguei lá não tinha mais ninguém lá, nem mesmo corpos, eu procurei num raio de dois quilômetros, ninguém – ele disse e enxugou minhas lágrimas – não chore, sua mãe pode estar viva.

-Ok, obrigada, depois que me recuperar eu vou atrás dela – eu digo me agarrando a esse fio de esperança – uma pergunta, você lavou as minhas roupas?

-Eu te ajudo a procura-la, onde quer que ela esteja eu juro – ele diz com outro sorriso no corpo – eu lavei sim, todas elas, só não deu pra salvar a camiseta que você estava usando, ela está completamente destruída, tive que jogar fora, já a sua bermuda eu consegui salvar, não respingou sangue nela.

-Obrigada, que pena aquela era minha camiseta favorita – eu digo com um sorriso melancólico no rosto – onde nós estamos Hector – por mais incrível que pareça comecei a confiar nesse homem.

-Ainda na Louisiana, a aproximadamente 50 quilômetros da fronteira com o Texas – ele diz sem deixar de sorrir – ah antes que você pergunte suas armas e sua mochila estão ali – ele diz apontando para um canto do quarto – agora chega de conversa você precisa se recuperar, vou buscar alguma coisa pra você comer – ele diz e sai do quarto em que estou.

Ele volta depois de uns cinco minutos com um misto quente e uma coisa amarela num prato que eu não sei o que é, mas eu sei que é a fonte do cheiro que tinha sentido antes. Quando ele para perto da minha cama eu digo:

-O que é essa coisa amarela no seu prato?

-Meu Deus do céu – ele diz parecendo assustado com a minha pergunta – como é que você nunca viu isso, essas crianças de depois do Dia da Exterminação nunca vão saber o que é culinária, isso, Beatrice, é batata frita.

-O que é batata? – eu digo e tenho uma leve impressão de que já ouvi esse nome de algum lugar.

-Pelo amor de Deus – ele diz e bate à cabeça na parede – batata é só o melhor legume que existe no mundo, isso é uma batata – ele me diz e me joga um legume gordo e amarelo.

-Ah tá, vou experimentar esse negócio – eu pego e como uma bata frita – é bom isso aqui… – eu interrompo a minha fala e saboreio este maravilhoso alimento – como que eu nunca comi isso? – eu digo e começo a comer mais.

-Eu te disse, provavelmente você nunca comeu batata porque com a situação que o mundo está fica muito difícil plantar batatas, mas eu planto, não estou nem aí, e controla um pouco a sua comilança, eu sei que é bom, mas isso faz mal e engorda, seria uma pena que uma belezura como você ficasse gorda – ele diz isso e eu coro um pouco.

-Tudo bem, obrigada pelas dicas – eu digo e começo a tentar me levantar – Hector me ajuda aqui, eu quero levantar, andar um pouco, tomar um ar.

-Calma aí, você ainda não está recuperada, tem certeza que quer isso?

-Absoluta, se não fizer isso nunca vou melhorar.

-Tudo bem, lá vamos nós – ele diz, me apoia no ombro dele e me levanta – aonde você quer ir?

-Sei lá, qualquer lugar – eu digo e penso um pouco melhor – que tal você me mostrar essa plantação de batatas que você me mostrou.

-Ok, não tem nada de mais nela, mas vamos – ele diz e começa a me ajudar a andar.

Demora um pouco, mas eu consigo sair do quarto, eu não sei por que quero ver uma plantação de batatas, mas eu tenho que fazer alguma coisa, o mundo está todo ferrado, eu não sei se minha mãe está viva e eu estou bem machucada, mas eu tenho que aproveitar esses momentos na minha vida, eles serão importantes, acho que Hector se tornará um bom amigo, como um irmão mais velho ou até poderá preencher um pouco do vazio que meu pai deixou quando morreu e além disso ele vai me ajudar a encontrar a minha mãe e talvez ensinar uma lição nos caçadores caso ela não esteja mais viva. Mas não é momento de pensar nessas coisas agora, tenho que me recuperar primeiro, espero que não demore, mas caso demore vou ter mais muitos momentos como esse.

 

Eu vou tentar entregar mais um capítulo até quarta, mas se eu não conseguir eu entrego o mais cedo o possível. Já deixo avisado que talvez o capítulo cinco dessa crônica e o quatro da Ordem dos Heróis eu talvez não entregue na data (não na semana que vem, na outra) porque eu vou estar na minha viagem de formatura.

 

-Solidsnakegfgbr

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