As Crônicas de Nárnia – A Saga dos Irmãos Pevensie (1/4)

aslam

“Como Tolkien, C.S Lewis redefiniu a natureza da fantasia, acrescentando riqueza, beleza e dimensão… Nos nossos tempos, todo reino de fantasia dever ser avaliada em comparação com Nárnia.”

                            – Lloyd Alexander (As Crônicas de Prydain)

spoileralert

A postagem a seguir contêm SPOILER!

As Crônicas de Nárnia foi escrito originalmente por C.S Lewis em 1940 e publicado originalmente em 1950.

Opa! Primeira postagem de 2015  do blog e ainda mais é uma Resenha! Uma Resenha embutida com meus pensamentos e comentrários, além de uma análise entre os livros e os filmes e minhas notas para cada livro. Mas não irei falar dos sete livros da série, mas sim de apenas três, por isso a saga dos irmãos Pevensie.

Antes vou fazer uma pequena introdução sobre os livros contando um pouco da história, cronologia, etc. Se você quiser pular direto pra parte principal Clica Aqui.

Antes de tudo pra entender claramente você precisa entender, não apenas a ordem, mas também um pouco do primeiro livro O Sobrinho do Mago, que por coincidencia já tem uma resenha então é bom você dar uma olhada lá.

Ordem dos livros (Cronológica)

  • O Sobrinho do Mago
  • O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa
  • O Cavalo e Seu Menino
  • Príncipe Caspian
  • A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • A Cadeira de Prata
  • A Última Batalha

Essa é a ordem cronológica de Nárnia. Sendo O Sobrinho do Mago, a criação de Nárnia, O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa, a era de ouro de Nárnia, Principe Caspian, o inicio do reinado de Caspian X, A Viagem do Peregrino da Alvorada, as famosas expedições e a chegada ao fim do mundo, A Cadeira de Prata, Viagem de Caspian X e sucessão de Rilian no trono, e por fim, A Última Batalha , o desfecho dessa história incrivel.

Nessa postagem (Perte 1 e 2) irei falar apenas de:

  • O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa 
  • Principe Caspian (Parte 2)
  • A Viagem do Peregrino da Alvorada (Parte 3)
  • A Última Batalha (Parte 4)

 

 Criação de Nárnia

“No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. O cavalo também parecia estar gostando muito, pois relinchou como faria um cavalo de carga se, depois de anos e anos de duro trabalho, se encontrasse livre na mesma campina onde correra quando jovem e, de repente, visse um velho amigo cruzando a relva e trazendo-lhe um torrão de açúcar.

— Meu Deus! — exclamou o cocheiro. — Não é uma beleza?

E duas coisas maravilhosas aconteceram ao mesmo tempo.

Uma: outras vozes reuniram-se à primeira, e era impossível contá-las. Vozes harmonizadas à primeira, mais agudas, vibrantes, argênteas.

Outra: a escuridão em cima cintilava de estrelas. Elas não chegaram devagar, uma por uma, como fazem nas noites de verão. Um momento antes, nada havia lá em cima, só a escuridão; num segundo, milhares e milhares de pontos de luz saltaram, estrelas isoladas, constelações, planetas, muito mais reluzentes e maiores do que em nosso mundo. Não havia nuvens. As novas estrelas e as novas vozes surgiram exatamente ao mesmo tempo. Se você tivesse visto e ouvido aquilo, tal como Digory, teria tido a certeza de que eram as estrelas que estavam cantando e que fora a Primeira Voz, a voz profunda, que as fizera aparecer e cantar.

— Louvado seja! — disse o cocheiro. — Se eu soubesse que existiam coisas assim, teria sido um homem muito melhor.

A Voz na terra estava agora mais alta e triunfante, mas as vozes no céu, depois de entoar com ela por algum tempo, tornaram-se mais suaves.

Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. Movia-se uma aragem leve e refrescante. O céu naquele ponto tornava-se gradualmente mais pálido. Já se viam formas de colinas recortadas contra ele. E a Voz continuava a cantar.

A luminosidade agora já era suficiente para que se vissem. O cocheiro e as crianças estavam de boca aberta e olhos acesos: bebiam o som, o som que parecia lembrar-lhes alguma coisa.

O céu do oriente passou de branco para rosa, e de rosa para dourado. A voz subiu, subiu, até que todo o ar vibrou com ela. E quando atingiu o mais potente e glorioso som que já havia produzido, o sol nasceu.

Digory nunca tinha visto um sol daqueles. O sol sobre as ruínas de Charn parecera mais velho do que o nosso, mas este parecia mais jovem. Tinha-se a impressão de que ele ria de alegria enquanto ia subindo. E, quando seus raios cobriram a terra, os viajantes puderam verificar em que lugar estavam. Tratava- se de um vale através do qual serpenteava um grande e caudaloso rio, que corria para o leste, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. Mas era um vale apenas de terra, rocha e água; não havia uma única árvore, arbusto ou folhinha de capim.

A terra tinha muitas cores – cores novas, quentes e brilhantes, que faziam a gente exaltar… Até que se visse o próprio Cantor. Então, todo o resto seria esquecido.

Era um Leão. Enorme, peludo e luminoso, ele estava de frente para o sol que nascia. Com a boca aberta em pleno canto, ali estava ele, a menos de trezentos metros de distância.

— Bico calado, todo o mundo! — clamou o cocheiro. — Quero ouvir a música. Pois a canção agora era outra.


O Leão andava de um lado para o outro na terra nua, cantando a nova canção. Era mais suave e ritmada do que a canção com a qual convocara as estrelas e o sol; uma canção doce, sussurrante. A medida que caminhava e cantava, o vale ia ficando verde de capim. O capim se espalhava desde onde estava o Leão, como uma força, e subia pelas encostas dos pequenos montes como uma onda. Em poucos minutos deslizava pelas vertentes mais baixas das montanhas distantes, suavizando cada vez mais aquele mundo novo. Podia-se ouvir a brisa encrespando a relva.

E surgiam outras coisas além da relva. As mais altas encostas iam ficando escuras de urzes. Manchas de um verde mais intenso apareciam no vale. Digory não sabia ainda o que eram, até que surgiu uma pertinho dele: uma coisinha espigada que ia lançando braços para os lados, e os braços se cobriam de verde e iam ficando maiores a uma grande velocidade. Havia muitas dessas coisas à sua volta agora. Quando ficaram quase do seu tamanho, viu o que era:

— São árvores! — exclamou.

Havia mesmo muito para ver e ouvir. A árvore que Digory notara em primeiro lugar já se tornara adulta, com os galhos balançando levemente, e eles pisavam agora numa relva macia, salpicada de margaridas e botões-de-ouro. Mais adiante, ao longo da margem do rio, cresciam salgueiros. Do outro lado, fechavam-se sobre eles emaranhados de arbustos de groselha floridos, lilases, rosas silvestres e azaléias. O cavalo fartava-se de relva nova.

Todo esse tempo, prosseguiam a canção do Leão e seu majestoso caminhar, de um lado para outro, para a frente e para trás. Aproximava-se mais e mais, o que era meio alarmante. Polly achava a canção cada vez mais interessante, pois começara a perceber uma ligação entre a música e as coisas que iam acontecendo. Quando uma fileira de abetos saltou a uns cem metros dali, sentiu que os mesmos estavam ligados a uma série de notas profundas e longas que o Leão cantara um segundo antes. Quando ele entoou uma seqüência de notas rápidas e mais altas, não ficou nada surpresa ao ver primaveras surgindo por todos os cantos. Com um indescritível frêmito, teve quase certeza de que todas as coisas (como disse mais tarde) “saíam da cabeça do Leão”. Ouvir a canção era ouvir as coisas que ele estava criando: olhava-se em volta, e elas estavam lá. Era tão emocionante que Polly nem teve tempo de sentir medo. Mas Digory e o cocheiro ficaram um tanto nervosos com a aproximação do Leão. Quanto ao tio André, seus dentes estalejavam, mas, como seus joelhos tremiam demais, não saiu do lugar.”

As Crônicas de Narnia – O Sobrinho do Mago, entre o capítulo 8 e 9 (Chão da Vida)

Agora finalmente vamos para o que interessa, as resenhas e análises da saga dos irmãos Pevensie.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (Livro)

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa foi escrito por C.S Lewis em 1940 e publicado em 1950. Esse foi o primeiro livro publicado da série.

Nome Original: The Lion, The Witch and the Wardrobe

                                                     Autor: C.S Lewis

                                                     Numero de Páginas: + ou  184

                                                     Nota:

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Quatro Estrelas da Morte!

“Era uma vez duas meninas e dois meninos: Susana, Lúcia, Pedro e Edmundo. Esta história nos conta algo que lhes  aconteceu durante a guerra, quando tiveram de sair de Londres, por causa dos ataques aéreos.”

Esse pequeno trecho do primeiro capitulo mostra por que Susan, Lúcia, Pedro e Edmundo saíram de sua casa e foram morar com um velho professor “…em pleno campo, a quinze quilomentros de distância da estrada de ferro e mais de três quilômetros da agência de correios mais próxima”. Esse professor que não tem o nome revelado, mas dá pra sub-entender de que ele é Digory, o garotinho de O Sobrinho do Mago (acesso pra resenha lá em cima).

E num dia chuvoso os irmãos decidiram brincar de esconde-esconde e Lúcia que estava se escondendo dentro de um Guarda-Roupa acabou parando em outro mundo, Nárnia era seu nome. Lúcia toda contente após conhecer uma Fauno (metade homem, metade cavalo) ela conta para seus imãos, mas eles não acreditam. E Edmundo que também acabara de ir para Nárnia nega a história afirmando que estavam brincando de imaginar que aquilo era real, e qua não havia nada lá.

Mas Lúcia ao tentar provar que estava certa leva Susana e Pedro e descobrem que tudo aquilo era real, e que ela estava certa. Ai começa a história.

Nárnia era governada por Jadis, a Feiticeira Branca (origem revelada em O Sobrinho do Mago), e fez meio que uma ditadura em Nárnia e o mudou para um inverno sem fim. Mas havia uma profecia, “Quando dois Filhos de Adão e duas Filhas de Eva se sentarem nos quatro tronos, então será o fim, não só do reinado da feiticeira, mas da própria feiticeira.” e claro esses eram os escolhidos.

Mas algo que nenhum deles sabiam era que Edmundo conheceu Jadis quando ele foi pela primeira vez pra Nárnia e pediu para que levasse seus irmãos para que ela conhecesse, então Edmundo foi sorrateiramente e avisou a Feiticeira que seus irmãos estavam em Nárnia e estavam atrás de Aslam que acabaria com o reinado dela. Mas nada inpediu que Lúcia, Susana e Pedro achassem Aslam, e como a Feiticeira era má, como de costume, acabou tendo Edmundo pertencente a ela, porcausa da magia profunda que dizia que todos os traiodres pertenciam a ela, mas Aslam, como ele é Aslam, decidiu poupar a vida de Edmundo e entregar a vida dele como troca.

E sua morte foi assisstia por Susana e Lúcia que estiveram ao lado de Aslam nas ultimas horas de sua vida e choraram até não poder mais. Mas na Mesa de Pedra onde ele foi morto, estava escrito que “Aquele inocente que se sacrificasse por um traidor, seria ressuscitado.” E logo, horas depois que Aslam morreu a Mesa de Pedra se partiu e o leão estava vivo novamente.

E no outro lado do reino estava acontecendo uma guerra entre os cavaleiros de Aslam e os pertencentes a Feiticeira Branca, mas quando a turma de Aslam estava quase perto de seu fim, Aslam junto de Susana e Lúcia, mais o exército dos seres congelados no castelo de Jadis atacaram e acabaram vencendo a guerra e a Feiticeira perde seu poder, tendo o seu feitiço de inverno quebrado na chegada de Aslam a Nárnia, ou seja, um tempinho já.

E logo como a profecia disserá “Quando dois Filhos de Adão e duas Filhas de Eva se sentarem nos quatro tronos, então será o fim, não só do reinado da feiticeira, mas da própria feiticeira.”Aslam coroou Pedro, Lúcia, Susana e Edmundo como os reis de Nárnia, desde então começa a Era de Ouro em Nárnia.

Mas algo que você deve entender é que o tempo de Nárnia é diferente de nosso mundo, ou seja, um minuto aqui poder ser uns 20 ou trinta anos, sendo assim, em uma caçada ao Veado Branco, o ser que ao morto é capaz de realizar qualquer desejo, e nessa caçada acabam voltando para casa, no mesmo instante que entraram no Guarda-Roupa eles saíram. Lógica do tempo, apresentada ai em cima.

 

Livro x Filme

O filme foi feito pela Disney e dirigido por Andrew Adamson, o mesmo de Shrek. O filme é excelente não só como um filme, mas também em concordancia com o livro.

Não tenho muito a acrescentar sobre o filme, pois como já disse ele é bem parecido com o livro, apenas algumas adaptações básicas, entre elas o começo, que foi totalmente inventado.

O Filme recebeu um Oscar, o de Melhor Maquiagem, e um Globo de Ouro, de Melhor Trilha Sonora.

Se você gostou e ainda não leu apenas acesse os sites abaixo para comprar o livro

Saraiva

Submarino

A próxima parte provavelmente será lançada daqui alguma semanas, sendo ela O Príncipe Caspiam.

Referencias
As Crônicas de Narnia: O Sobrinho do Mago, entre o capítulo 8 e 9;
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Capitulo 1;
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, trechos diversos;
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