A Lenda do Caçador de Dragões

blackwood-castle.regular“A Morte de Da’Icaru”

anglicantext.regularra uma vez nos escombros da falecida cidade de Northcrawler um herói ressurgia. Ele não tinha nome e se teve um, provavelmente, não se lembraria. Seu corpo era um molde de cicatrizes, seu rosto era tão belo quanto o de um abutre, seus olhos eram afiados e seus cabelos eram cordões de aço enferrujado. Mas, mesmo não sendo um dos mais valentes nobres ou príncipes, poderia fazer com que os próprios se ajoelhassem perante a sua presença. Fizera isso com Ilunar V, o último príncipe que tentou impedi-lo de matar Akhar’zel, o dragão das montanhas; e faria o mesmo se algum outro tentasse impedi-lo de matar Da’Icaru, o que soava tolo e bastante improvável.

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Contos do Pistoleiro do Oeste – Silverbat

Contos do Pistoleiro do Oeste

Contos do pistoleiro do Oeste narra à história do incrível pistoleiro Bill McCly e sua jornada em busca de dinheiro e de um oponente digno.

 

O Sol da cidade de Silverbat reluzia em seus olhos esverdeados e na fivela de seu cinto de couro. O pistoleiro era como um fantasma, ninguém o conhecia e nem sabia de onde vinha. Ele apenas vagava pelas cidades do antigo e abandonado oeste. Ia de Texas até Novo México onde seu único objetivo era achar alguém ao seu nível e finalmente morrer com dignidade.

Bill McCly era como ele se apresentava a quem perguntava, poucos eram os que perguntavam, poucos eram os que o conheciam.

A Cidade Silverbat era quase como todas as outras. O sino da igrejinha que se localizava no meio da cidadezinha tocava, era meio-dia.

Billy, como era chamado pelos seus amigos (que agora jaziam nas covas de um deserto também abandonado), deixara Boldar antes da entrada da cidadezinha, perto da placa Você está entrando em Silverbat com dois homens mortos ao lado. Billy decidira apenas passar alguns – poucos – dias lá, apenas pegaria o que lhe pertencia – ele tinha uma mania pesada de achar que todo o ouro do oeste era seu – e sair dali na próxima manhã. Mas quando chegara percebeu que ficaria preso ali por mais alguns dias, ele os conhecia apenas de olhar, eram do pior tipo.

Billy quando chegara fora primeiro ao bar. Estava sedento por qualquer coisa que poderia lhe refrescar e lavar sua garganta seca. Sentou-se numa das cadeiras perto do balcão e pediu uma cerveja.

O bar era rústico e pobre, feita de madeira – que atualmente estava podre e cheia de cupins – branca e tijolos quebrados, mas mesmo assim não deixava de ser o melhor da cidadezinha, nem o único. Billy gostava de lugares assim, pois lá sabia que descolaria grana fácil e se livraria de porcos imundos da região.

Um homem de bigode negro e longo entrou junto de outros seis no bar e foram para o fundo, puxaram quase todas as cadeiras do pequeno bar e as colocaram na mesa onde ele estava sentado. Billy com apenas uma olhadela já descobrira quem seria seu próximo alvo.

– Aqui está sua cerveja, deseja algo mais?

– Qual é o nome dele?

– De quem? Do homem de bigode? Acho que você não deveria saber, apenas digo uma coisa, – parou para colocar a garrafa da cerveja no lugar e retomou – não o encare, não olhe em seus olhos, apenas o obedeça, caso o contrário sairá morto.

– Você não respondeu minha pergunta. – disse Billy insistindo novamente.

– Don Juan. Agora beba e vá embora.

Billy se levantou, o dono do bar sabia o que ele estava prestes a fazer e disse.

– Você está louco? Vá embora agora, agora!

Billy não deu ouvido, virou-se e ficou parado no lugar olhando nos olhos de Don Juan. Juan virou a cara ignorando-o e continuou conversando e rindo com seus capangas.

– Tenho duzentos dólares! – gritou Billy. – E você?

Um dos homens de Juan, um anão loiro raivoso de meio metro que estava de pé na cadeira berrou.

– Garoto você quer morrer?

Juan acenou para o anão e ele tornou-se a sentar na cadeira. O anão estava bravo e encarando Bill McCly, mas seus olhos estavam voltados para Don Juan.

– Tenho quinhentos! – disse Don Juan já de pé.

– Quem ganhar leva tudo?

Don Juan assentiu.

Não tinham passados nem dez minutos de sua chegada e “o que lhe pertencia” já estava prestes a mergulhar em seu bolso. Esse era Bill McCly.

O Sol do meio-dia refulgia do céu escaldantemente e fervia tudo e todos que estavam expostos a ele. Juan e seus capangas foram para fora, seguidos de Billy. Todos os capangas de Don Juan já estavam com as armas na mão, mas nenhuns dos competidores ainda estavam com suas “gracinhas”.

Juan ficou em frente ao poço e Billy alguns metros longe da porta do bar. O dono do bar espiava-os pela janela.

Juan o encarava friamente, Billy apenas ria.

Um homem alto e de cabelos longos entregou o rifle para Don Juan. Era uma Winchester clássica.

Billy apenas levantou sua pistola prateada que brilhava na luz do sol amarelado, que era acompanhado por um silencio monótono.

– Que vença o melhor! – gritou Billy.

Juan assentiu e disse.

– No três?

– No três.

Então o silencio ficou mais alto até ocupar a cidadezinha toda e todos da cidade estavam espiando por sua janela o que estava prestes a acontecer.

Um.

O silencio aumentava, mas logo seria rompido por um Bam! estridente.

Dois.

Todos já tapavam sua orelhas, logo viria o Bam! seguido da morte do forasteiro sem nome.

Três.

Bam! Bam! Bam! Bam! Bam! Bam! Bam!

Todos vieram seguidos e vindos apenas de uma pistola. Os sete estavam mortos. Uma poça de sangue se encheu em volta dos defuntos no chão e entre eles o corpo de Don Juan.

Billy sorriu.

Aproximou-se do corpo de Don Juan e arrancou-lhe um saco de dinheiro em seu bolso, fez o mesmo com os outros sete.

O dono do bar saiu correndo em direção do forasteiro sem nome, colocou-lhe a mão em seu braço com um rosto pasmo do que havia acontecido e perguntou.

– Qual é teu nome?

E ele respondeu.

– Bill McCly.

E então Billy saiu a pé da cidade com sacos de moedas lotando o bolso e foi para onde estava a placa Você está entrando em Silverbat, subiu em Boldar e antes que começasse a cavalgar para longe pensou.

– Isso foi mais fácil que eu imaginava.

E fora para longe, para onde o vento o levasse.

Os meus 5 episódios favoritos do Chaves!

Há alguns dias atrás como todos sabem – ou pelo menos a maioria – o mexicano Roberto Gomes Bolaños, criador e ator do seriado “Chaves” e “Chapolin” morreu – temos um post falando sobre isso. Então decidi fazer esse post em homenagem a Chespirito e toda a galera que resta(e que já morreu) do Chaves.

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